De volta
Dezembro 5, 2007
Resolvi voltar com o blog
e pra isso vou postar uma musica muito linda de Vanessa da Mata que eu ando ouvindo:
Minha Herança: Uma Flor
Vanessa Da Mata
Composição: Vanessa da Mata
Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
(2x)
Achei você no meu jardim
Cabelo, cabeleira…
Julho 29, 2007
Se…
Julho 16, 2007
Se existir guerra,
q seja de travesseiro;
Se existir fome,
q seja de amor;
Se for p/ esquentar,
q seja o sol
Se for p/ enganar,
q seja o estômago;
Se for p/ chorar,
q se chore de alegria;
Se for p/ mentir,
q seja a idade;
Se for p/ roubar,
q se roube um beijo;
Se for p/ perder,
q se perca o medo;
Se for p/ cair,
q seja na gandaia;
Se for p/ ser feliz,
q seja o tempo todo!!
Para o dia de hoje só existe uma Poesia – Tabacaria
Julho 13, 2007
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
QUESTIONÁRIO:) eu por eu mesmo
Julho 12, 2007
* NOME:
Dália Maria Nunes de Melo
* DATA DE NIVER:
10 de setembro
* IDADE:
30
* TATUAGEM?
quero uma com um gato e outra com o Om
* PIERCING?
quero um na orelha
* AMA TANTO ALGUEM QUE SERIA CAPAZ DE CHORAR?
sim
* VOCE TEVE ALGUMA FRATURA?
Não
* PEPSI OU COCA-COLA?
Coca zero
*TIPOS DE BEBIDAS?
vinho suave
* NOMES QUE VOCE ACHA BONITO:
Luiza e Pedro
* COR DE ROUPA INTIMA FAVORITA:
branca e preta
* NUMERO DO CALÇADO:
35
* NÚMERO FAVORITO:
3
* TIPO DE MÚSICA:
brasileira de boa qualidade
* ASSUNTO DE CONVERSA MAIS DETESTÁVEL ?
fofoca
* COR FAVORITA?
vermelho
* COMO TE VE NO FUTURO?
professora de yoga
*NAMORANDO?
não
* AMIGOS ESPECIAIS?
resolveram morar longe:(
* COMIDA PREFERIDA?
comida de aniversario de criança:) e comida vegetariana
* BANDAS PREFERIDAS?
Beatles, Queen,U2…
* QUAL A PRIMEIRA COISA QUE VOCE PENSA QUANDO ACORDA?
vou dormir mais um pouquinho
* LOIROS, MORENOS OU RUIVOS?
Loiros e morenos
* SE PUDESSE SER OUTRA PESSOA QUEM SERIA?
Uma cantora bem sucedida ou uma grande arquiteta ou a curadora do MASP
* FILME PREFERIDO?
O Fabulo Destino de Amelie Poulin
* ESPORTE PREFERIDO?
Corrida
* TIMIDO OU EXTROVERTIDO:
os dois
* HOBBIE?
pintura
* FRASE QUE VOCE DIZ MUITO?
Graças a Deus
* GOSTARIA DE GANHAR O QUE NO SEU NIVER?
abraços e beijos
* PAIXÕES?
Yoga, arte, poesia, mar…
* DOCE OU SALGADO?
Doce!!!
* ACREDITA QUE UM AMOR PODE DURAR ETERNAMENTE?
sim
* CONDUTOR OU CONDUZIDO?
Conduzir e deixar ser conduzido
* ULTIMO LUGAR QUE VOCE GRITOU?
em casa mesmo:)
* O QUE FAZ QUANDO ESTA ABORRECIDO(A)?
deito um pouco e respiro
* HORA DE IR PRA CAMA?
Pra fazer o que?
* EVENTO PREFERIDO?
meu aniversário
* 3 DESEJOS:
um amor:) saude e paz
* INFIEL NUM NAMORO?
nop
* QUAL FOI O TEU PIOR ERRO?
escolhi errado minha primeira graduação, acho…
* O QUE EH AMIZADE PRA VOCÊ?
Cumplicidade
* É VICIADO EM ALGO?
chocolate
* QUAL FOI O MELHOR E O PIOR DIA DE SUA VIDA?
Pior: quando meu irmao sofreu um grave acidente. Melhor: Taantos:)
* VOCÊ SE CONSIDERA CIUMENTO(A)?
sim
simples, singelo, belo…
Julho 6, 2007
Manuel Bandeira
Pensão familiar
Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis
amarelo!
resistem.
E as dálias, rechonchudas, plebéias, dominicais.
Um gatinho faz pipi.
Com gestos de garçom de restaurant-Palace
Encobre cuidadosamente a mijadinha.
Sai vibrando com elegância a patinha direita:
— É a única criatura fina na pensãozinha burguesa
Chocolates
Junho 30, 2007
Numa noite de sábado em que não programei nada e a preguiça se estabeleceu por completo, estou eu com meu namorado chocolate aqui aumentando a serotonina(desculpa:)) e dando um toque de prazer ao sábado. Lembra daquela piada de que chocolate é melhor que sexo? o item mais hilário é de que você pode comer chocolate na frente da sua mãe:)…não concordo plenamente com essa idéia, sexo é melhor, mas o chocolate continua sendo bom demais e boa companhia para sábados solitários. Bom mesmo, de verdade, é sexo com chocolate:)
Vou voltar pro quarto, talvez leia alguma coisa, talvez veja algum filme ou fique a toa por aqui, não gosto muito de não ter programação para sábados à noite mas hoje estou amiga da preguiça, da solidã0 e do chocolate:) fazer o que!?
beijos com gosto do recheio do sonho de valsa
Dália
Eu quero dançar forró!
Junho 18, 2007
Flávio José
Composição: Flávio Leandro
Na minha casa
Ta sobrando espaço
Guardei de mim um pedaço
E reservei só prá você
Na minha casa
Tá sobrando rede
Sobra torno na parede
E amor pra dar e vender
Na minha casa
Toda hora é hora
A gente ri a gente chora
A gente se diverte
E nesse flerte você botando
As unhas de fora
Nosso amor não demora
E logo acontece (BIS)
Pode vir
De mala e cuia amor
Que eu não vou tá nem aí
Pro povo
Nosso amor tá cobiçado
E não vai ser maltratado
Por ninguém de novo (BIS)
Gripe e receitinhas de mãe
Junho 18, 2007
Andei “pregada” com algo que parecia ser gripe e alergia e graças a umas receitinhas caseiras me sinto beem melhor , sendo assim resolvi postá-las aqui:
Para esquentar a garganta e se sentir melhor
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Leite Ferrado
Ingredientes:
2 colheres de açucar
1 copo de leite
Canela em pó
Coloque o açucar para derreter numa panela mexendo sempre, quando estiver derretido jogue o leite, abaixe o fogo e espere o leite incorporar o açucar e ficar moreninho:)
Coloque canela por cima e sirva
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Chá de limão com alho
1 limão
1 dente de alho
água
Ferva a água e depois coloque na xícara com o limão e o alho. Deixe por 15 minutinhos, tire o limão e o alho e adoçe.
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De acordo com o Yahoo Respostas
Melhor resposta – Escolhida por votação
A expressão foi cunhada após a publicação de um livro do francês Honoré de Balzac. Em “As Mulheres de 30 Anos”, o escritor realiza uma análise do destino das jovens na primeira metade do século XIX, em particular dentro do casamento. E faz uma apologia às mulheres de mais idade, que, amadurecidas, podem viver o amor com maior plenitude. É o que acontece à heroína da narrativa, Júlia. Ela se casa com um oficial do exército, mas depois descobre que a relação está longe de ser o que imaginava. Vê-se, então, presa a um matrimônio infeliz. Quando se torna uma trintona, porém, a moça consegue encontrar o amor nos braços de Carlos Vandenesse.





