Uma dose de “Universo ao meu Redor”
Abril 23, 2007
Vai Saber?
Marisa Monte
Composição: Adriana Calcanhotto
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se pôr
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber?
Vai saber?
Vai saber?
Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor
Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
(…)Um passarinho vem me acompanhar cantando bem baixinho(…)
Abril 23, 2007
Lindo! merece ser repetido várias e várias vezes em doses consideráveis.
Eu relutei no início porque não estava a fim de ouvir nada de novo de Marisa. Talvez porque eu tinha um certo medo de gostar menos, de não gostar, não sei, depois de tanto tempo sem lançar um disco ela me vem logo com dois!?
Os dois me surpreenderam, gostei muito, principalmente do samba de “Universo ao meu Redor”, me faz ter um baita orgulho da música brasileira.
Música para ter o meu apreço tem que me tirar da realidade, ter que sublimar, tem que me levar para um lugar distante, me encantar, é “em cantar”.
Recomendo “Universo ao meu Redor” !
Dália
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”:duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém
Eu sempre achei que nunca ia chorar por amor, ou por um relacionamento desfeito, ou uma briga. Lembro-me muito bem quando via uma amiga da família chorando pelo que chamamos “dores de amor” e eu dizia -”chorar por isso? eu nunca vou chorar por alguém!” sempre com aquele jeito de guria que se acha dona do mundo.
Bem, o que eu esqueci foi que, pelo que consta nos relatos da família, eu sou chorona desde bebê e não deixei de ser quando cresci e hoje aos 30 anos eu já chorei e choro por diversas razões, das mais bobas às mais sérias e uma delas, que eu nem sei se é bobagem ou se é assunto sério, é um relacionamento desfeito.
Sei que “chororo” vai durar ainda parte da noite e vai me dar uma ressaca e olhos inchados amanhã, mas ei de usar minha sabedoria e não transformar em algo tão mais dramático do que já é.
Tenho como consolo, um trechinho do poema “Consolo na praia” de Drummond:
(…)
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
(…)
Hello world!
Abril 17, 2007
Aos 30 é o meu mais novo blog, agora com a promessa de escrever sempre e de não matá-lo pelos próximos anos.
Recentemente descobri o WordPress e ainda sou bem iniciante, não tenho host próprio e mesmo sendo desenvolvedora web e analista de sistemas ainda estou começando a ter contato com PHP, MySql e Apache.
Minha pretensão é aprender novas tecnologias e me divertir escrevendo sobre o que der na telha.
Apesar de ser uma pessoa extremamente prolixa ao contar meus causos aos outros, vou tentar fazer textos enxutinhos e que não sejam cansativos de ler.
Depois que sai do multiply perdi contato com meus “leitores” e meu último blog não tinha público. Mas ei de fazer diferente agora porque escrever é bom, nem que seja “ao vento”, mas compartilhar é bem melhor.


